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SETE DIAS
publicado em 22/01/2012 às 00h00.
Capitão fez manobra fora da rota e navio foi perfurado por uma rocha
Da redação
redacao@folhauniversal.com.br

“Tivemos um problema nos nossos geradores elétricos. A situação está sob controle. Pedimos calma e, assim que tivermos novidade, faremos novo anúncio.” Com essa mensagem os passageiros do navio Costa Concordia foram informados sobre um estrondo e um apagão que havia assustado a todos na noite de sábado (14), no mar de Toscana, na Itália. No entanto, instantes depois, as mais de 4 mil pessoas que estavam a bordo perceberam que o problema com o navio de 114.500 toneladas era muito maior.
A embarcação bateu numa rocha, começou a encher de água e virou rapidamente. O capitão, Francesco Schettino, abandonou o navio antes da retirada de todos os passageiros, e uma gravação mostrou que ele ignorou por várias vezes uma ordem superior de retornar ao navio para coordenar o salvamento. Em depoimento à justiça, ele disse que não voltou devido à inclinação do navio e que sua ação depois do acidente salvou centenas de vidas.
Muitos passageiros ficaram apavorados e se atiraram nas geladas águas italianas, antes de tentar usar botes. Em cerca de 5 horas os passageiros deixaram o navio e a maioria se salvou, entre eles 57 brasileiros. Até o fechamento desta edição, na quarta-feira (18), informações oficiais davam conta de pelo menos 11 mortos e mais de 20 desaparecidos. Além de deixar o navio precipitadamente, as primeiras avaliações apontaram para uma falha do capitão Schettino, que fez uma manobra não autorizada para supostamente “presentear” dois amigos. A ideia seria “reverenciar” os moradores da Ilha de Giglio e fazer uma homenagem a dois membros da tripulação, que são nativos do lugar. Mas, próximo à ilha, em águas rasas, o navio foi perfurado por uma rocha. A Justiça italiana determinou a prisão domiciliar do comandante.
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