Quando a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah, na sigla em francês) foi criada, em 30 de abril de 2004, pelo Conselho de Segurança da ONU, o Brasil entrou na disputa pela liderança da missão – a concorrência ao cargo foi uma estratégia do presidente Lula para ganhar pontos com a entidade e, assim, disputar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da organização.
A missão foi criada para auxiliar o governo de transição a recompor a administração pública e evitar a guerra civil que poderia eclodir após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristides, que fez um governo acusado de corrupção. Foi determinado o envio de até 6,7 mil soldados e de 1.622 policiais civis.
O Brasil se comprometeu, em 1 de junho de 2004, a ser o país a enviar mais soldados ao Haiti: 1.266, dos quais 230 eram fuzileiros navais e o restante do Exército. A Minustah conta com militares de outros 17 países além do Brasil.
O orçamento da missão, no período de julho de 2009 a junho de 2010 é de US$ 611,75 milhões (R$ 1,15 bilhão). Já o orçamento brasileiro previsto é de aproximadamente R$ 130 milhões.
Segundo o Ministério da Defesa, o Brasil gastou R$ 700 milhões, desde 2004, na manutenção das tropas no Haiti, dos quais R$ 288,84 milhões foram reembolsados pela ONU. Mesmo depois de quase 6 anos do início da missão, ela não tem prazo para terminar.