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FOLHA MULHER
publicado em 19/02/2012 às 00h00.
Amor gay
"Fiz parte da IURD dos 9 aos 14 anos. Depois que me afastei, tentei diversas vezes voltar, mas nunca dava certo. Hoje estou com 23 anos. Saí de casa aos 18 e senti muita solidão e falta da minha família. Sentia-me incapaz de ajudá-los, já que passavam por um momento muito difícil de desunião.
Faço faculdade, pago um terreno no qual atualmente estou construindo minha casa, pago um veículo (moto) e sempre tive boas oportunidades de trabalho; porém, depois de tanto batalhar, estou sofrendo de depressão. Não paro em emprego nenhum, embora as oportunidades sejam muito boas. Há 2 semanas estou indo novamente à Igreja e Deus já tem respondido às minhas orações. Mas preciso de forças para sacrificar a Deus a minha vida, pois sei que, se não fizer isso, no final será apenas uma enganação e o diabo pode me tirar da presença do Senhor Jesus.
Há 6 anos namoro com outra garota; antes dela, tive outras namoradas. Aos 14 anos, me assumi bissexual; aos 16, lésbica; e somente aos 22 é que abri meu coração para relacionar-me com homens novamente. Com ela eu "casei", mas depois de 5 anos me separei e fui morar com a minha família. Retomei o namoro, mas com a condição de morarmos em casas separadas, coisa que nunca aconteceu de fato, pois sempre ficamos juntas seja na minha casa ou na dela.
Estamos indo à Igreja, mas a questão de nos separarmos dói muito; não tenho forças para fazer isso, eu a amo muito. A família dela é como se fosse minha, encontrei neles a paz e a união que faltavam em minha casa, mas sei o quanto sofri por estar longe de Deus. Gostaria de uma orientação.
Amiga,
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Amiga,
Só pelo fato de a sua consciência lhe dizer que esse relacionamento não agrada a Deus, você já tem a resposta do que deve fazer. A questão agora é decidir a quem você quer agradar: ao seu coração (que sempre a afastou do que lhe faz bem) ou ao Espírito Santo. A sua amiga também precisa dessa fé e ela só vai conseguir achá-la se você, que tem conseguido ouvir a voz do Espírito Santo, for esse referencial que ela precisa ter.
O amor gay pode ser algo muito natural aos olhos do mundo, mas não é o certo aos olhos de Deus. Ele não deixa de amar as pessoas que tem passado por isso, mas isso não quer dizer que isso é o que Ele tinha em mente quando as criou homem e mulher. Deus não seria o Deus que conheço se tivesse feito tal brincadeira, colocar um homem em um corpo feminino ou vice- versa. Decida a quem você quer ouvir e seja firme em sua decisão. Se é a Deus, Ele com certeza vai honrá-la, querida.
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