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ESPORTE
publicado em 29/01/2012 às 00h00.
Clube do Rio de Janeiro vê queda de braço entre Ronaldinho Gaúcho e Luxemburgo
Fernando Poffo
fernando.poffo@folhauniversal.com.br

A preparação antes do Campeonato Carioca e da estréia na Pré-Libertadores contra o Real Potosí, da Bolívia, escancarou a crise do Flamengo. Não bastassem a perda de Thiago Neves para o rival Fluminense e o descaso com o zagueiro Alex Silva, o time rubro-negro viu estourar um racha entre Ronaldinho Gaúcho e o técnico Vanderlei Luxemburgo, que acusou o meia de dormir com uma mulher na concentração e pediu a demissão do atleta. A diretoria não acatou o desejo do treinador.
“O Flamengo conseguiu entrar em crise antes de a bola rolar. Uma sucessão de lambanças coloca em xeque toda a temporada. Os erros envolvem todas as instâncias do clube: presidência, diretoria, comissão técnica e jogadores. E parece não ter limites”, analisa o editor regional do jornal “Lance”, no Rio de Janeiro, Daniel Bortoletto, que vê a presidente Patricia Amorim fragilizada em ano de eleição no clube.
“Se o time for eliminado na primeira fase da Libertadores, a temperatura política vai ferver mais e as chances de reeleição diminuem. Luxa parece ser carta fora do baralho após perder o braço de ferro com Ronaldinho. Já o camisa 10, que tem R$ 4 milhões a receber de salários atrasados, não esconde a insatisfação e sua predileção pelas baladas”, continua Bortoleto, antes de citar a famosa frase “fingem que me pagam e finjo que jogo”, dita por Vampeta em 2002, para ilustrar a situação no mesmo time.
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